Casamentos de hoje em dia…

A decisão de se casar ou não, nos dias de hoje, é dos jovens e não mais dos pais. Entre povos civilizados já não há a oferta de bens compensatórios, que antes era uma espécie de compra e venda da filha, que deixava a sua família para o casamento. Para serem validos os casamentos, tanto perante a autoridade civil quanto à religiosa, supõem a plena liberdade dos nubentes.

Jhennifer e Marcel clássico  (10)

O consentimento dos pais é pressuposto, porém, não impositivo, como entre os primitivos. A opção pelo casamento é daqueles que se casam, e os casamentos acabam se realizando não na puberdade, quando a menina se torna mulher, e sim bem mais tarde, depois dos 20 anos para as moças e dos 25 para os rapazes.

As etapas, que em nossos dias precedem o casamento, são do namoro e do noivado.

O casamento tardio deveria ser mais responsável. Há namoros sérios em que existe respeito entre os adolescentes e jovens, com as normais demonstrações de uma amizade mais profunda, de um amor que não chega às intimidades próprias da vida conjugal. Há, lamentavelmente, a cada dia, mais exceções, com uma entrega de corpos que frequentemente leva a uma gravidez prematura, estando a jovem adolescente psicologicamente despreparada para se tornar mãe.

O namoro deveria voltar a ser um tempo em que os que se encontram e se amam caminham, lado a lado, dedicados aos seus estudos, procurando conhecer melhor um ao outro, superando os próprios defeitos, comungando dos mesmos ideais quanto à vida comum e aos filhos, com momentos de um honesto lazer a dois.

Passados alguns anos de namoro, percebendo o rapaz e a jovem que já se conhecem suficientemente bem, decidem-se por oficializar o noivado, com uma comunicação oficial aos pais da jovem. Esse é o sentido verdadeiro do noivado em que, com frequência já estabelecem o ano, o mês e o dia do casamento.

Nem o namoro nem o noivado conferem ao rapaz e à moça direitos próprios de marido e esposa, de uma vida íntima com encontros sexuais, fruto de cega paixão e não de verdadeiro amor. Este, como já disse, é feito de respeito pela pessoa amada, é paciente e felicitante, somente florescendo em uma nova vida quando realizado o casamento e constituída a família. Não é o que vem acontecendo com muita frequência nestes tempos de liberação sexual da mulher e de preservativos distribuídos à farta pelos governantes, ou adquiridos pelos namorados e noivos.

Uma possível gestação antes do casamento é fato que marcará, negativamente e para sempre, a vida dos namorados e noivos. Particularmente a da jovem, que arcará com o maior peso da gravidez, desejada ou não.

Sintetizando, diria que os anos e o tempo do namoro e do noivado devem levar os jovens muito mais à contemplação e ao encantamento mútuo, aos sonhos e planos, do que às intimidades, frutos de uma paixão sempre grave, que acabarão deixando profundas marcas em ambos, ou pelo menos na jovem, por toda a vida futura.

(Artigo extraído do livro ‘O casal humano na Sagrada Escritura’ de Dom Amaury Castanho, Editora Canção Nova, 1ª edição, 2005)

 

 

O efeito Angelina…

…original véu da atriz inspira grifes

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Angelina Jolie é a quinta atriz mais bem paga de Hollywood e a terceira mais poderosa, segundo a revista Forbes. Mas é insuperável quando o assunto é atenção da mídia: seu casamento com Brad Pitt esteve entre os temas mais comentados de 2014 e, quem diria, seu original véu rebordado com desenhos feitos pelos filhos virou moda e inspirou looks de grifes que desfilaram recentemente nas semanas de moda internacionais.

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Desfile Valentino Primavera-Verão/2015 no Paris Haute Couture (GettyImages)

Tanto Valentino, em seu desfile de alta-costura em Paris, quanto a Dolce & Gabbana, que mostrou sua coleção neste último domingo (1 de março) em Milão, na Itália, apresentaram  vestidos com desenhos e palavras rebordados como se tivessem sido feitos por crianças. A semelhança com o véu de Angelina é mais do que mera coincidência!

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Desfile Dolce & Gabbana Inverno/2016 em Milão(Divulgação)

Enquanto a maioria dos desfiles em semanas de moda internacional é bem sisudo (para se ter uma ideia as modelos não podem sorrir, afinal, o foco deve ser a roupa), a italiana Dolce & Gabbana apresentou um desfile alegre e vibrante inspirado nas mães. Com o tema “Viva las mammas” a grife quebrou o protocolo e encheu a passarela de grávidas, mães com crianças, bebês — e sorrisos, numa verdadeira homenagem às mães.

Não é de hoje que Hollywood inspira as criações de moda. Desde que o cinema foi lançado, no início do século XX, começou um caso de amor entre a moda e as estrelas de cinema — dentro da tela e fora dela. Os figurinos dos filmes influenciam o que vai parar nas vitrines e o que as celebridades usam na vida real viram modismos.

É a primeira vez, no entanto, que algo tão único e de alto valor emocional, como um véu de noiva com desenhos feitos pelos filhos do casal, vai para as passarelas. E o efeito Angelina não vai parar por aí: pode esperar que, mais rápido do que se imagina, looks com estampas inspiradas em desenhos de crianças estarão aí, numa loja perto de você! Vai aderir? 😉

 

Entrega total

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O amor  humano autêntico é uma entrega total da própria pessoa: alma, coração, corpo, toda a própria vida, presente e futuro. Quando duas pessoas se amam, sabem que vão compartilhar toda a sua vida. O casal é isto: um com uma para sempre, em tudo, para terminar nos filhos. Já não são dois, mas uma só carne e uma só vida. Antes eram duas vidas independentes que, de vez em quando, coincidiam. Agora estão intimamente ligados, a vida de um é inseparável da do outro. Até nas coisas mais concretas.

A THAIS 01 FACECompromisso

Se se compreender esta realidade da entrega matrimonial, entende-se também que não é o mesmo haver relações sexuais antes de se casarem ou depois. Se ainda não se casaram, então não se comprometeram. Imaginemos que, no dia seguinte a essa relação, a outra parte tem um acidente e fica terrivelmente desfigurada. Se não me entreguei mediante o matrimônio, “na saúde e na doença”, posso colocar a mim próprio a possibilidade de, com o tempo, refazer a minha vida com outra pessoa. Mas se me entreguei, tenho uma obrigação de estrita justiça para com o outro: na saúde e na doença, o meu coração e o meu corpo são seus, até que a morte nos separe.